segunda-feira, 1 de agosto de 2011

BRINCADEIRAS INFANTIS



Apesar dos tempos agora serem  outros,tempos de videogames e cinemas 3D,ainda existe gente que gosta e pratica certas brincadeiras infantis.
Gente como as vovós e bisavós (elas ainda  existem,eu sou uma prova disso) ou tias velhas ou velhas amas que não deixam morrer estas brincadeirinhas que tanto encantavam as crianças de outrora.Mesmo porque, a memória coletiva não  desaparece totalmente,graças a Deus.
A bola de gude,o pular corda, o três-três-passará são eternos.Bem como as brincadeiras com os dedos que a gente costumava fazer com criancinhas de colo ou até os três anos.E que tanto as divertia!
Comecemos pelo “o gato comeu”,também chamado de” dedo mindinho”.
Vocês ainda se lembram?
Começava assim:
Dedo mindinho( que era o dedo mínimo)
Seu vizinho(o anular)
Maior de todos (o dedo grande)
Fura – bolos (o dedo indicador)
Mata – piolho (o dedo polegar)

Depois de nomeados os dedos um por um,pega-se na mão da criança e cutuca o meio com o dedo indicador, perguntando:
-Cadê o toucinho que estava aqui?
-O gato comeu.
E,continua:
-Cadê o queijo que estava aqui?
-O gato comeu.
Ai,continua-se enumerando coisas comestíveis,enquanto a mão vai subindo pelo braço da criança ,fazendo cócegas e até paradinhas estratégicas,como:
- aqui parou para beber água;
-aqui parou para cochilar.
-aqui enxugou o suor;
Ao  chegar às axilas,ou quiquiu,como se dizia,aumenta as cócegas e se diz:
-Está aqui! Está  aqui! Enquanto a criança ri,feliz.
Bons tempos de inocência e tranqüilidade!
Esta é a forma mais corriqueira.
A seguinte é mais  cheia de palavreado,mas,não menos engraçada:
-Cadê o bolo?
-O gato comeu.
-Cadê o gato?
-Fugiu pro mato.
-Cadê o mato?
-O fogo queimou.
-Cadê o fogo?
-A água apagou.
-Cadê a água?
-A vaca bebeu.
--Está catando milho.
-Cadê o milho?
-A galinha comeu.
-Cadê a galinha?
-Está pondo ovo.
-Cadê o ovo?
-O padre comeu.
-Cadê o padre?
-Está rezando missa?
-Cadê a missa?
-O povo assistiu.
-Cadê o povo?
-Caiu no mundo...
..e,por ai se ia,até a criança cansar e dormir.
Outra brincadeirinha  é   assim:
A criança  fica de mãos postas como se estivesse rezando,mas,batendo um dedo no outro correspondente,exemplo,polegar com polegar,indicador com indicador etc,mas,sem desgrudar as palmas.
Comecemos pelos polegares:
-Este diz:
-Sem pai se vive.
Agora,o indicador:
-Esse sim,sem mãe se vive.
O maior de todos  diz:
-Sem casa se vive.
O anular diz:
-Sem dinheiro se vive.
O mindinho diz:
-Sem amigos se vive.
Ai,a pessoa fazia um gesto ou um olhar que mostra como é difícil viver sem dinheiro ou amigos.
Encontramos mais uma fórmula trazida por Câmara Cascudo:,começando pelo dedo mínimo:
Este diz que quer comer.
Este diz não ter o que.
Este diz que vai roubar.
Este diz:não vá lá.
Este diz que deus – dará
Ou a fórmula de Teixeira Barros:
Este diz que está com fome.
Este diz que não tem  nada.
Este diz que vai furtar.
Este diz que não vá,não.
Este diz deus proverá.
Prometo continuar pesquisando. Não se pode deixar morrer essas tradições.

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                            BAHIA DOS MEUS ENCANTOS

Nem só de Itapoan vive o turismo da Bahia.
As praias do Litoral Norte tão diversificadas ,completam o colar de safiras no colo da menina Salvador,tão airosa e chameguenta.
O acesso a essas praias é muito fácil;além dos ônibus de carreira,pode-se ir de carro e seguir pela Estrada do Coco até alcançar a Linha Verde.
Separe um troquinho para o pedágio R,$4.60 durante a semana eR $6.90 nos fins de semana  e feriados.
Pronto, já na estrada as opções são inúmeras.As mais badaladas são Guarajuba,Imbassaí,Praia do Forte Costa do Sauipe.

                                              Praia de Imbassaí
Não se preocupe com a hospedagem; desde casas de aluguel até resorts principescos  você encontra lá.
Se não estiver bom de banco,pousadas e hotéis menos grã-finos resolvem o problema com simplicidade e conforto.
A praia de Guarajuba fica a 40 km de Salvador.Um pequeno paraíso com enormes piscinas naturais e rodeadas de corais.
O aluguel de uma casa num condomínio fechado fica por cerca de R$12.000 por mês.
Já no Resort  Vila Galé durante 04 dias para casal custa cerca de R$2844.00
Prefere procurar mais? Então tente Imbassaí,cujas águas mornas do Rio Pojuca encontram o mar e fazem as delícias das crianças e adultos,também.
As pousadas e os resorts são confortáveis e seguros e os preços combinam com qualquer bolso.Vão de R$129  (pousadas) a R$1092,no resort  Palladium (casal).
Praia do Forte é a nossa Côte D’Azur e é procuradissima pelos turistas do mundo todo.Mas,os preços são primeiromundistas,of course.

                                                  Praia do Forte
Uma casa  com piscina,muitos quartos e área de lazer  fica por R$18.000 no mês de Janeiro,altíssima temporada.
O bom de lá,entre outras coisas ,é a gastronomia.Não perder o Bar do Souza,famoso pelos bolinhos de peixe  e o Restaurante do Zequinha,cujas moquecas é de se comer,rezando.
Por fim,temos a Costa do Sauípe,com seus resorts luxuosos,courts de tennis e preços salgados.
                                           Costa do Sauípe
Um pacote de 04 noites pode sair por R$2700 por casal, serviço incluído.
As pousadas, com café da manhã ficam por R$1900 quatro diárias de casal.
Mas,como dinheiro é feito prá se gastar e aqui dizemos que mais vale um gosto que seis vinténs,tire o carro da garagem ,pé na estrada e boa diversão.!





        BAHIA DE TODAS AS ARTES

                      Jenner Augusto




Auto- retrato
Sergipano de nascimento, Jenner Augusto foi, no entanto, um dos integrantes do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, durante a década de 50, junto com Mário Cravo Jr., Genaro de Carvalho, Carlos Bastos e  Carybé, entre outros.
 Antes disso, em seu estado, foi o precursor da Arte Moderna, já que em 1949 realiza os murais decorativos do Bar Cacique. Filho de uma professora, Jenner passou grande parte de sua infância mudando pelas cidades do interior de Sergipe.
 Humilde, trabalhou como engraxate, sapateiro, ajudante de alfaiate, pintor de paredes, até começar a fazer cartazes para filmes. Começa a se interessar pela obra de Horácio Hora (1853 - 1890) na década de 40, o que incentiva a sua pesquisa no campo da pintura.
 Seus primeiros trabalhos são acadêmicos, já que o contato com o Modernismo já amadurecido no Rio de Janeiro e em São Paulo era quase impossível. Por volta de 45, data de sua primeira exposição, começa a integrar-se no ambiente artístico de Aracajú, e em 49 realiza a decoração do Bar Cacique, marco da Arte Moderna no Sergipe, onde aparece clara influência de Portinari, prova que as informações dos centros culturais do país começavam a chegar às capitais.


 Neste mesmo ano muda-se para Salvador, onde conhece Mário Cravo e Rubem Valentim, com eles expondo no ano seguinte na mostra Novos Artistas Baianos, junto com Lygia Sampaio. Nos anos seguintes, além de participar da I Bienal de São Paulo (51), realiza importante mostra na Galeria Oxumarê, de Salvador (52), participa do Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio, em 53 voltando a expor até 62, além de receber o prêmio de viagem da UFBa no V Salão Baiano de Belas Artes (54).

                                  Os Coroinhas
 Expondo no Rio de Janeiro, em 55, conhece Portinari e Pancetti, que divulgam o artista no meio artístico. É neste mesmo ano que conhece o maior divulgador de sua arte e um de seus maiores fãs, Jorge Amado.
 Sua obra, nesta   altura, era marcada pela influência de Portinari, e a temática começava a tornar-se baiana, sempre retratando trabalhadores e cenas cotidianas. Em 53 realiza o afresco Evolução do Homem, no Centro Educacional Carneiro Ribeiro, em Salvador, que além de Portinari, carrega forte influência do muralismo mexicano, como de resto acontecia com outros artistas da época. A partir do final da década, no entanto, Jenner se aproxima da abstração lírica, e seu trabalho demonstra uma maior preocupação cromática, em detrimento da linha de Portinari

                                    Alagados
Retoma a figuração logo depois, com a série Alagados, denunciando a pobreza ao  mesmo tempo que pintando com um colorido que dá à estas obras um extremo lirismo. Surgem outras séries, como a dos Coroinhas, mas de maneira geral, a partir do final dos anos 60, sua obra é paisagística, oscilando sempre entre o figurativo e o abstrato, com predomínio constante dos grandes planos cromáticos, sem grandes inovações até os dias atuais.
Cassandra de Castro Assis Gonçalves [bolsista IC - FAPESP]
Profa. Dra. Daisy V. M. Peccinini de Alvarado [orientadora


                                    Casario Baiano









                     SUPERSTIÇÕES                                 AGOSTO
Será que tem alguém que não acredita em superstições?Que nunca usou um patuá,seja pé de coelho ,ou figa ou medida do Bomfim.?Duvido!
A superstição é filha do medo,daquele medo ancestral do desconhecido e que desde tempos imemoriais sujeitos mais espertos que os outros se aproveitaram e criaram as religiões.
Não sei    desde quando Agosto passou a ser considerado o Mês do Desgosto.
Na época dos romanos,com certeza,que deram ao oitavo mês do ano o nome do Imperador Augusto,vencedor de César.
Os romanos viam maus presságios neste mês,em que acreditavam ver um grande dragão atravessando os céus,botando fogo pela boca,horrível,arrastando com ele morte e destruição.Era apenas a constelação de Leão,mas,o medo os fazia enxergar monstros e desastres.
Por ser um mês muito frio e dado a ventos desembestados,o imaginário popular dizia que as almas penadas saiam a pedir rezas e assustar os mortais,arrastando correntes  com um uivo aterrador;quem não se lembra de D.Bibiana Terra,personagem de “O Tempo e o Vento”,que ,na sua cadeira de balanço,monologava:-Noite de ventos,noite de tempestades.
Na Argentina não se lava o cabelo durante esse mês:atrai a morte.
Em Portugal,país rico em crenças misteriosas,ninguém casava no mês de agosto;era quando os navios zarpavam a descobrir novos mundos e as moças corriam o risco de não ter lua-de-mel,nem marido algum dia,pois o risco de enviuvar era constante;há um velho ditado português:”casar em agosto,traz desgosto.
”Por conta disso as pessoas não viajam, não se mudam,não casam,nem começam negócios no mês de agosto;se um idoso passar incólume esse mês,não morrerá durante esse ano.
O certo é que muita coisa ruim aconteceu neste mês:duas guerras mundiais,o genocídio americano em Hiroshima e Nagasaki,a Noite de São Bartolomeu,inúmeras revoluções e desastres.
No Brasil,o suicídio de Getulio,no dia 24,que é também o Dia da Sogra,os terreiros de candomblé ficam em alerta máximo,pois é o dia que os exus andam soltos e incontroláveis.
 Na Europa,acreditam que é o dia em que o Diabo tira para passear e espalhar maldades.
No dia 25,Jânio renunciou criando a maior crise institucional neste país,desde a República;dizendo ele,que, influenciado por “forças ocultas,seja lá o que isso signifique.
Já no dia 22,um desastre de automóvel muito mal explicado,matava Juscelino.
E tome quarteladas,revoluções,desastres aéreos ou marítimos,tudo nesse mês.Que ainda é o mês do cachorro louco,ninguém sabe porque,mas,todos querem vestir a camisa pelo avesso,para se livrar dos dentes do cão.
Na Bahia,a gente toma banho de pipoca para desfazer mal feitos e tirar ziquizira;é o mês de Obaluaiê,santo vetusto que aparece nos terreiros vestido de palha sem nunca mostrar o rosto,senhor das doenças , da peste e epidemias;na Igreja Católica é S.Lázaro,sempre representado por um cão que lhe lambe as feridas,talvez venha daí a estória com os cachorros.
Quem me pergunta se acredito no azar,como boa baiana,digo que sim.Vejam a Lei de Murphy:”quando alguma coisa está fadada a dar errado,dará.”
De qualquer sorte trago para vocês essas medidas do Bonfim,que já me valeram,para que os proteja dos malefícios,dos cachorros,dos políticos,das moléstias ,das guerras,das sogras e das almas penadas,pois,digo como os espanhóis:”yo no creo em brujas,pero que las hay,las hay.”
Ah,agosto é também o mês das bruxas.Haja patuá!

                     INTÉ,MEU REI














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