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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O QUE É QUE A BAIANA TEM? POESIA!








Os escritores Leandro ,Miriam,Sol e Sandra no "Fala Escritor".


SERENA EXPLOSÃO /
Para Miriam Sales//

Diz-me da fonte que jorra em teus dias /
Da beleza implícita na flor em botão /
Que rebenta nos campos da poesia /
Que sucede da tua alegria, feito canção//

Conta-me dos anos que passam /
Enquanto tu vives /
Da criança que realça /
Os teus matizes /

Porque és encanto /
E em todos os cantos te cantam... /
Enquanto dançam as nuvens /
Nos empíreos que te alcançam //

És tempestuosamente bonança /
Serena explosão de vigor /
Esplendor que dimana /
Da essência frenética do amor //

Deixa que passe os anos /
Que os dias sigam seu curso /
Tu não passas, e teu encanto /
Esparge a vida e é profundo //

Ivone Alves Sol


Olha só o mimo que recebi da poetisa baiana Ivone Sol,no dia do meu aniversário!
Viram que versos tão belos?
Três amigos: Ivone Sol,Miriam Sales e Eurípedes Ribeiro

A Bahia tem riquezas que nenhuma terra tem,especialmente,sua gente!...


MENSAGEM DOS AMIGOS:



3/12/10 10:45 - Andriz Petson

RAIO DE SOL QUE EU E SOL TANTO AMA...VIVA ALEGRIA...EM BRANCOS CABELOS
QUE COMO ESPELHOS REFLETEM NOSSA HUMANIDADE...TRAZENDO A COMPAIXÃO EM
UMA ÚNICA IDADE...A DE SER POESIA LIRISMO E LUZ...ESSA SUA DOCE IMAGEM
QUE A TODOS SEDUZ !!!




3/12/10 17:33 - Marina Gentile BAHIA

Querida Miriam, bela baiana, cidadã do mundo. Cidadã das letras,
cidadã que merecidamente tem nosso carinho. A vc um beijo.




03/12/10 15:31 - Sandra Stabile


É sempre bom ler seus textos aprendo muito com eles,Deus te abençõe
sempre e te cuide,t amo em cristo amiga.
Parabens por tudo ,pela vida,por saber viver e respeitar a todos por
igual.
Beijosss

2/12/10 09:08 - Rejane Chica

Vim deixar os parabéns pra uma rainha baianinha!Tuuuuuuuuuuuuudo de
bom, felicidades SEMPRE!!!beijos,chica



quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O POETA ARTHUR DE SALLES

Filho de Severiano Gonçalves de Sales e Maria Eufrosina de Aragão Sales. nasceu a 7 de Março de 1879 no bairro do Pilar, na Cidade Baixa. A água do mar chegava próxima à porta de sua casa. Morava bem próximo ao Cais Dourado, onde havia muitos estivadores, comerciantes e aconteciam sambas-de-roda e rodas de capoeira. Essas primeiras impressões marcariam-no profundamente. Elabora seus primeiros versos aos treze anos e suas poesias são publicadas pela primeira vez em 1901 por diversas revistas de Salvador.




Em 1905 forma-se pela Escola Normal da Bahia.



Arthur de Salles foi Imortal da Academia Baiana de Letras, ocupando ali a Cadeira de número 3, que ocupou até sua morte, em 1952, sendo sucedido por Eloywaldo Chagas de Oliveira.
Em 1908 é nomeado bibliotecário da Escola Agrícola da Bahia, situada na vila de São Francisco do Conde. Publica seus poemas em diversas revistas da Bahia. Por essa época, participa dos serões, dos recitais de poesia na casa de seu tio Martinho Gonçalves de Salles Brasil, ao lado de seu pai, Severiano, da poetisa Amélia Rodrigues, dos Balthazar da Silveira, dos Mangabeira etc.
A Revolução de 1930 fechou os Aprendizados e fez com que o poeta caísse em disponibilidade não-remunerada. Em 1935 é nomeado para o mesmo cargo de professor adjunto, para o Aprendizado de Quissamã, Sergipe. Enquanto estava em disponibilidade, foi ensinar no Instituto Baiano de Ensino de seus antigos condiscípulos Hugo e Giraldo Balthazar da Silveira. Lecionou português, francês e história.

É desta época a tradução de Macbeth, de Shakespeare, única tradução em versos rimados, da Língua Portuguesa, publicada pela Editora Jackson. É também nesta época que Monteiro Lobato o convida a publicar uma pequena seleção de seus versos, o que Salles não aceitou. Para ele, a coletânea tinha que ser mais abrangente, mais representativa de sua obra. Ainda deste período é o seu poema "Ocaso no Mar":



Ocaso no Mar

O céu a valva azul de uma concha semelha

De que outra valva é o mar ouriçado de escamas.

No ponto de junção, o sol - molusco em chamas -

Do bisso espalha no ar a incendida centelha.

Listões de intenso anil, raias de cor vermelha,

Grandes manchas de opala, arabescos e lhamas,

Da luz todos os tons, da cor todas as gamas

Vibram na valva azul que a valva verde espelha.

Mas todo este fulgor esmaece e se apaga.

Tímido, o olhar do sol bóia de vaga em vaga,

Porque uma sombra investe a sua concha enorme.

É a noite: como um polvo, insidiosa, se eleva.

Desenrola os seus mil tentáculos de treva:

E o sol, vendo-a crescer, fecha as valvas e dorme.

Agripino Grieco, crítico literário, em conferência no Instituto Histórico e Geográfico da Bahia, disse que "se toda a poética nacional se perdesse num naufrágio, e só restasse 'Ocaso no mar', o crítico da história, lendo-o, exclamaria: 'Aqui viveu um grande povo!'" É de seu primeiro livro, "Poesias", o poema Lúcia, muito apreciado pela crítica, que o considerava o maior poeta da Bahia depois de Castro Alves:
Cláudio Veiga nos conta, em seu livro "Sete tons de uma poesia maior - Uma leitura de Artur de Sales", que, uma vez aposentado, o poeta encontrou uma modesta sinecura, proporcionada por Otávio Mangabeira, seu amigo da Academia de Letras da Bahia, e então governador da Bahia.
"Apesar de seu retraimento - diz Veiga -, não se divorciou da vida literária de sua província. Participou ativamente do movimento Nova Cruzada, aproximou-se dos jovens promotores de "Arco&Flexa", freqüentava as reuniões da ALA (Ala das Letras e das Artes). Filiado à Associação Brasileira de Escritores, era presidente da seção da Bahia, quando, em 1948, se realizou em Salvador um congresso nacional promovido pela entidade." Foi um dos fundadores da Academia de Letras da Bahia, junto com Rui Barbosa, Otávio Mangabeira, Antônio Alexandre Borges dos Reis,Afrânio Peixoto, Miguel Calmon, Aloísio de Carvalho (Lulu Parola), Teodoro Sampaio, Oscar Freire, Carneiro Ribeiro, Seabra, Pirajá da Silva, Arlindo Fragoso, os Castro Rebelo, os Moniz Sodré etc.

Em 1947, na Faculdade de Filosofia da Universidade da Bahia, ministrou a aula inaugural de um curso sobre Castro Alves.
Sua produção literária vai de 1901 até 1930. Ele explica, em 1951: "Desde 1930 por motivos de todos conhecidos e pelo infortúnio, me afastei das atividades literárias. Anteriormente, pensava como Gabriele d'Annunzio: 'Criar com alegria'. Hoje, depois de muito pensar, medito como Goethe: 'Da tua dor faze um poema'... E eu ainda não comecei o poema da minha dor."
N.A.
Tive a sorte de ser sobrinha - neta deste poeta magistral e lamento ser muito criança quando ele morreu;lembro-me das suas visitas aos meus avós maternos na casa 22 da Av.Luis Tarquinio,na Boa Viagem.Recordo os seus belos cabelos brancos de poeta  ,o jeito humilde de ser.
Eternas lembranças!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

PELOS BAIRROS E LADEIRAS DA BAHIA




NO TERREIRO DE JESUS,comi cuscús.

NA LADEIRA DA PREGUIÇA,descansei.

NA BAIXA DOS SAPATEIROS,namorei.

NO CURUZÚ, sambei.

NA RUA DOS ALGIBEBES,me perdi.

NO PAU MIÚDO,mulher nenhuma quer ir.

NO CABULA,chupei laranjas.

NA MATA ESCURA,me assustei.

NA RUA DO TIRA-CHAPÉU, saudei  Miguel.

NA CALÇADA,quase descalço,


FUI Á LIBERDADE,comprar sapatos.

NO TORORÓ, caiu um toró,

Mas,me enxuguei em NAZARÉ,

Como é que é?

NA SAÚDE,comprei um alaúde

Prá tocar no CANDEAL.

NA PRAIA DO CHEGA NÊGO,que sossego!



Fiz amor em ITAPOAN.

NO ABAETÉ,tomei café.

Tomei coragem,fui aos BARRIS,ris?é que não sabes a ladeira que vais subir...

NA SOLEDADE,Cantei Adelaide.


NO PELOURINHO,passeei sozinho.

NA RUA CHILE,fiquei nos trinques.

EM AMARALINA,virei menina.

NO BONOCÔ,meu dinheiro acabou.

NO BONFIM,minha mãe rezou.

NA MADRAGOA,matei saudades de Lisboa.

NA RIBEIRA,fiz besteira.

NA BOA VIAGEM,fiz bobagem.

NO CAMINHO DE AREIA,tropecei,

E,NO LARGO DE ROMA,quase apaguei.

NA CALÇADA,quase descalço,

FUI Á LIBERDADE,comprar sapatos.

NO TORORÓ, caiu um toró,

Mas,me enxuguei em NAZARÉ,

Como é que é?

NA SAÚDE,comprei um alaúde

Prá tocar no CANDEAL.

NA PRAIA DO CHEGA NÊGO,que sossego!



Fiz amor em ITAPOAN.

NO ABAETÉ,tomei café.

Tomei coragem,fui aos BARRIS,ris?
é que não sabes a ladeira que vais subir ...
O jeito é tomar água se coco em ONDINA,e cantar as meninas....


BEMVINDO Á SALVADOR,COM AMOR!

"A Bahia de Outrora "está na Galeria do Livro,na Praça Castro Alves,no prédio do Espaço Unibanco.
Vá correndo e leve o seu!